quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Novo

Pensei em posar mais um texto que escrevi a um tempo, aqui.
Mas preciso de algo novo.
Algo novo sempre é bom, e estou numa fase que qualquer "Novo" é bem vindo.
Não que tenha me cansado do velho, mas o velho já serve de base, porém o novo é bem mais interessante.
Quero avançar, ir adiante, caminhar a passos largos, quero voar.
Não e sou sonhando, nem sendo demovê.
Só não quero ficar parado, admirando a mesma p
Com um mundo inteiro, e milhares de lugares pra se desfrutar, porque eu ficaria só com um pôr do sol.
Seria muita ignorância minha.
O novo, o desejo do novo é o que nos faz dar o próximo passo.
O desejo de ir além, de acrescentar algo na vida, ou se acrescentar na vida de alguém, isso é melhor ainda.
Que venha o Novo, ou que sejamos o novo,
mas que nunca nos comodemos como velhos, numa cadeira, com só uma paisagem.
aisagem.

terça-feira, 16 de julho de 2013

De escrita é a vida


Nos últimos dias tenho buscado inspiração,
incessantemente em tudo e todos que poderia me proporcionar um bom texto, uma boa poesia, ou uma prosa bem suave.
Procurei em tudo, e em tudo encontrei uma chance de reflexão escrita
no mais simples ato, no mais singelo olhar, no mais normal do dia
mas nada vinha à ponta da caneta, pra que algo saísse de minha cabeça.
ficava tenso, com o querer e não conseguir.
Algum bloqueio criativo? Alguma perda temporária do ócio?
Como alguém pode querer escrever, ter sobre o que escrever e nada...!

Por outro lado, estive nos últimos dias com menos tempo para passa em frente a uma folha.
Parar um pouco de de viver internamente.
sonhar menos, agir mais,
Viver este mundo que nos proporciona coisas únicas.
E fui! Fui pra vida, fui viver!

Andando pelas ruas de meu conhecimento,
tendo sempre o que fazer em cada hora.
Me enchi de compromissos e afazeres,
como as pessoas normais o fazem.
E descobri um outro mundo,
estranho, cinza, e muito individual.
Onde olhar para o lado só serve
se for para atravessar a rua,
e só se percebe uma outra pessoa,
quando se precisa de algo.

Parei no mundo, não podia recuar, e voltar a minha antiga vida.
Tinha que seguir adiante e viver.
Mas parei!
Recuperei o fôlego que tinha me escapado
e retomei a caminhada.
Em um ritmo mais lento,
pra ir me acostumando às mudanças,
e observando tudo e todos a volta.

Quando dei por mim,
estava novamente em frente à folha,
que decidira abandonar ao inicio do dia.
Só que estava diferente,
se mostrava sempre à minha frente,
e anotava tudo o que pensava,
a cada passo que dava.

Escrevia-se sozinha.
A cada pensamento,
se formava uma nova estrofe,
uma nova visão, uma nova poesia,
Poesia nova, poesia da vida,
vivida, vívida!
Aquela arraigada na experiência do viver.

Tomei consciência, que nada na minha antiga vida
eu teria que abandonar.
Somente, caminhar...
pelas ruas, pelas calçadas, onde fosse,
onde meus pés levassem, onde tivesse que ir.
Pois lá estariam elas,
caneta e papel, inspiração.
Na escrita do viver,
onde eu escolher sentar,
relaxar, e
Recriar o cotidiano.

(Dannilo Barcelos)

Presente




Quero que saiba que sou feliz...
Que tens me dado presentes inestimáveis que nunca teria como pagar seu real valor.
E cada um deles, vai estar presente e fazer a diferença na minha vida!

Cada um dos que me deu, que preencheu um grama sequer
pode me cobrar, todo o meu ser, todo o meu eu em suas vidas.
Sem se importar em gastar, cobre, peça, pegue
tem mais de mim pra tudo o que precisar.

Não pense que estará abusando, ou desbotando,
retribuição, compartilhamento, isso é só multiplicação.
E nessa matemática, só se diminui o espaço vazio.

Quero que saiba, que você, Vida, me dá os melhores presentes que eu possa precisar.
(e por mais que eu diga o famoso "Não precisava", não pegue de volta, porque era o que eu mais queria!

(Dannilo Barcelos)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Equilibrio

Nada parece estar no lugar
é só fechar os olhos e encostar a cabeça
que parece que você está no espaço,
sem gravidade
sem terra firme, sem porto seguro, sem direção.
A vida é mestre em lidar com a gravidade das pessoas.
não importa o quanto você caminhe, e faça suas escolhas,
sempre tem o momento que ela te passa uma rasteira,
e você se vê assim,
Errante, sem autonomia.

O que achar certo? o que é certo?
É certo fazer o que é certo? Porque sempre estar certo?
Estar errado é fuga,
ou simplesmente dói tanto!
E estar certo é lidar com dor sem anestesia.
No fundo você sabe que vai estar bem, vai ser bom.
Mas a dor, ela quase mata!

A Manutenção da vida é tão complicada,
e tão frágil.
Quando não se sabe o que fazer,
melhor nada fazer.
Pois um ato errôneo, põe sua sanidade em xeque...
E a sanidade é o combustível de todas as certezas que se pode ter na vida.

Confusão, assim como esse texto,
se dá fora da gravidade,
quando não se há o que fazer,
a beira da insanidade...

Melhor ficar parado...
Esperando os pés voltarem a tocar o chão..
Talvez o retorno À gravidade,
na nova realidade,
a vida se mostre racional.

sábado, 29 de junho de 2013

Em Cartaz

As luzes da cidade pairam ao meu redor,
A escuridão dessa noite não e comum,
Não me remete medo, nem trevas
Apenas dá espaço ao show.

Dentro de mim, o reflexo se faz espetáculo
Respeitável publico são os sentimentos
Quando aplaudem a cada batimento
Quando o coração; não para de pulsar.

Não se trata de espelho,
Nem comparação
Quando o assunto é a peça
Só se ouve ovação.

Merda, do inicio ao fim
Flores e sorrisos dentro de mim.
É o amor que está em cartaz
Voltando aos palcos
O que já não se esperava mais.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Confissão

 Padre, eu não pequei.
Mas estou aqui pra dizer,
o que fiz e não fiz.
Mesmo que seja pecado, ou não,
... quero dizer.
Pois isso é o que sou,
e quero que deus me perdoe, pelo que ele criou.

Confesso que, as coisas que fiz até os dias atuais,
a maioria, foram pensadas
planejadas.
e seus resultados eu vi.
arquei com todas as consequências
e assumo-as até hoje.

Não me arrependo, já que as coisas que fiz
me levaram a viver o que vivi
conhecer o que hoje conheço
e que de certa forma,
me trazem aqui.

Digo isso, por alto
pois fatos não são importantes agora,
justamente pois estou em paz,
e acho que as confissões quando se está em paz
são as mais sinceras, logo
mais verdadeiras.
E todas, deveriam ser assim,
livres de culpa.

Agradeço, por fim
por Ele ter me posto no mundo.
Erro ou não, estou aqui,
e faço a diferença,
dependendo da perspectiva
pra mal ou bem.
Agradeço, tudo o que me deu
e também o que não me deu,
pois a partir disso, tive as armas com que lutei
e a meta para chegar onde cheguei e ter o que tenho.
Agradeço os meus erros e acertos,
pois os acertos me deram a alegria de estar um degrau mais perto,
e os erros mais força de seguir adiante.

Confesso por fim, não ao senhor, padre,
mas diretamente a Deus
e que o senhor seja testemunha,
de que independente de qualquer coisa que exista,
Serei sempre, eu mesmo,
e acho que Ele se orgulharia do erro cometido,
e da própria criação.

Amém!

(Dannilo Barcelos)

Dó, Ré, Mi

É que cada som que ouço
me parece familiar
traduz de alguma forma
o que passei,
o que sinto, o que sou.
...
Pelo menos no momento.

Não com classificações,
são todas feitas pelas mesmas notas
apenas,
soam diferente.
A aplicação, ordem e toque de cada notam mudam de acordo com o momento
a musica muda de acordo com o sentimento.

Sentir gosto ou aversão pela mesma,
depende somente do sentir.
Sinto raiva de românticas,
quando estou em decepção.
Sinto aversão às de autonomia sentimental
quando quero é me sentir dependente e ter um porto seguro.

As musicas, meus momentos, dias, Minhas vida,
Até eu mesmo,
Todos somos compostos pelas mesmas notas musicais.
Tocam o coração da forma que o externo as influencia.
Mas no íntimo mesmo.
É o mesmo Dó, Ré, Mi.