
Nos últimos dias tenho buscado inspiração,
incessantemente em tudo e todos que poderia me proporcionar um bom texto, uma boa poesia, ou uma prosa bem suave.
Procurei em tudo, e em tudo encontrei uma chance de reflexão escrita
no mais simples ato, no mais singelo olhar, no mais normal do dia
mas nada vinha à ponta da caneta, pra que algo saísse de minha cabeça.
ficava tenso, com o querer e não conseguir.
Algum bloqueio criativo? Alguma perda temporária do ócio?
Como alguém pode querer escrever, ter sobre o que escrever e nada...!
Por outro lado, estive nos últimos dias com menos tempo para passa em frente a uma folha.
Parar um pouco de de viver internamente.
sonhar menos, agir mais,
Viver este mundo que nos proporciona coisas únicas.
E fui! Fui pra vida, fui viver!
Andando pelas ruas de meu conhecimento,
tendo sempre o que fazer em cada hora.
Me enchi de compromissos e afazeres,
como as pessoas normais o fazem.
E descobri um outro mundo,
estranho, cinza, e muito individual.
Onde olhar para o lado só serve
se for para atravessar a rua,
e só se percebe uma outra pessoa,
quando se precisa de algo.
Parei no mundo, não podia recuar, e voltar a minha antiga vida.
Tinha que seguir adiante e viver.
Mas parei!
Recuperei o fôlego que tinha me escapado
e retomei a caminhada.
Em um ritmo mais lento,
pra ir me acostumando às mudanças,
e observando tudo e todos a volta.
Quando dei por mim,
estava novamente em frente à folha,
que decidira abandonar ao inicio do dia.
Só que estava diferente,
se mostrava sempre à minha frente,
e anotava tudo o que pensava,
a cada passo que dava.
Escrevia-se sozinha.
A cada pensamento,
se formava uma nova estrofe,
uma nova visão, uma nova poesia,
Poesia nova, poesia da vida,
vivida, vívida!
Aquela arraigada na experiência do viver.
Tomei consciência, que nada na minha antiga vida
eu teria que abandonar.
Somente, caminhar...
pelas ruas, pelas calçadas, onde fosse,
onde meus pés levassem, onde tivesse que ir.
Pois lá estariam elas,
caneta e papel, inspiração.
Na escrita do viver,
onde eu escolher sentar,
relaxar, e
Recriar o cotidiano.
(Dannilo Barcelos)
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