quinta-feira, 20 de junho de 2013

Confissão

 Padre, eu não pequei.
Mas estou aqui pra dizer,
o que fiz e não fiz.
Mesmo que seja pecado, ou não,
... quero dizer.
Pois isso é o que sou,
e quero que deus me perdoe, pelo que ele criou.

Confesso que, as coisas que fiz até os dias atuais,
a maioria, foram pensadas
planejadas.
e seus resultados eu vi.
arquei com todas as consequências
e assumo-as até hoje.

Não me arrependo, já que as coisas que fiz
me levaram a viver o que vivi
conhecer o que hoje conheço
e que de certa forma,
me trazem aqui.

Digo isso, por alto
pois fatos não são importantes agora,
justamente pois estou em paz,
e acho que as confissões quando se está em paz
são as mais sinceras, logo
mais verdadeiras.
E todas, deveriam ser assim,
livres de culpa.

Agradeço, por fim
por Ele ter me posto no mundo.
Erro ou não, estou aqui,
e faço a diferença,
dependendo da perspectiva
pra mal ou bem.
Agradeço, tudo o que me deu
e também o que não me deu,
pois a partir disso, tive as armas com que lutei
e a meta para chegar onde cheguei e ter o que tenho.
Agradeço os meus erros e acertos,
pois os acertos me deram a alegria de estar um degrau mais perto,
e os erros mais força de seguir adiante.

Confesso por fim, não ao senhor, padre,
mas diretamente a Deus
e que o senhor seja testemunha,
de que independente de qualquer coisa que exista,
Serei sempre, eu mesmo,
e acho que Ele se orgulharia do erro cometido,
e da própria criação.

Amém!

(Dannilo Barcelos)

Nenhum comentário:

Postar um comentário